terça-feira, 27 de março de 2012

MÚSICA URBANA



A reportagem da Rede Record apresentada no domingo (25.03.2012) me trouxe lembranças, saudades e outros sentimentos bons, mas trouxe também borras na história daquilo que ouvi na minha adolescência. O caso do ex-baixista do Legião Urbana, Renato Rocha, é mais um entre tantos casos espalhados  pelo mundo, mas esse é especial. Muitos artistas do show bussines acabam por enlear a sua vida ao consumo excessivo de drogas (lícitas ou não), e se lançam em abismos inimagináveis. Apesar das negativas do baixista ao afirmar que não é usuário, todos puderam observar nos movimentos, no andar e no silêncio enigmático dele que não é bem assim. Onde está o motivo destas palavras? Bem, a reportagem, extremamente aproveitadora, como vem sendo a tônica da Record, mostrou a trágica caminhada do músico a partir das negativas dadas a ele pelos outros integrantes da banda. Culpados ou inocentes, pareceram bem culpados, até mesmo pelo silêncio na reportagem. Ora, dia desses o escritor Paulo Coelho (o famoso não li e não gostei), afirmou no programa dominical Fantástico, da famigerada Rede Globo, que foi ele quem abriu as portas do mundo das drogas para Raul Seixas, mas que não era ele o culpado do caminho que raulzito entrou e que culminou na sua morte . Toda mosca deveria saber em qual sopa se lança. Todo o fã de Legião Urbana que assistisse a reportagem ficaria, no mínimo, consternado ao ver Renato Rocha andando sem sentido pelas ruas do Rio de Janeiro, ou mesmo tentando fazer a base do baixo de alguma música do Legião, sem sucesso algum. Para a memória do grupo, o futuro do baixista não deixa de ser uma mancha, uma tristeza, tão grande quanto aquela em que se lançou o vocalista Renato Russo, com a diferença de que no seu trágico desfecho seus colegas de banda não foram responsabilizados, como a reportagem deixou a entender no caso de negrete (apelido de Renato Rocha). A presença do baixista na banda não foi muito extensa. O primeiro disco do grupo (Legião Urbana) data de 1985 e negrete entrou na banda em 1984. Em 1989 o baixista saiu da banda:

Durante a turnê do álbum, ele teve teve discussões ásperas com os demais  membros e acabou sendo demitido. Sua trajetória, desde então, tem estado envolta em mistério. Após ter morado por oitos anos entre Curitiba e em pequenas localidades da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, vevendo ainda dos royalties dos três primeiros discos da Legião, Negrete mudou-se para Barra de Guaratiba, próximo ao Rio de Jeneiro. Ali o músico morava, numa casa cercada pela vegetação, com a família – Rafaela, sua quinta mulher e mãe de seus dois filhos, Vitória e Renatinho. Nesse mesmo ano, após mais de uma década longe dos palcos, Negrete fez algumas apresentações com as bandas cariocas Finis Africae e Cartilage. Depois disso, o baixista literalmente saiu de cena – passando a ser visto cada vez mais raramente por amigos e conhecidos[1].  


A saída de Renato deixou o grupo mais confortável, vide as reclamações de “falta aos ensaios”, “espírito explosivo” dos outros integrantes, de lá pra cá o que aconteceu? Afinal, são 23 anos depois de ter saído da banda. Rocha entrou num mundo sem saída e teve liberdade para abrir a sua própria porta, para viajar na sua própria loucura, mas, nestes casos, “o salva-vidas não está lá porque não vemos”. A mentira que se vende, quando muito vendida se torna uma verdade, basta vermos os brilhos que cobrem os grande ícones que explodiram seus cérebros, mais ainda, suas mentes, com as balas da fantasia ilimitada de ser um deus. Negrete ainda é um sobrevivente, é a mostra viva (semi-viva) de como o brilho é relativo. O espetáculo da humanidade vende o fato, os traficantes comandam o país, lançam na lama do érebro os filhos de brasileiros, mas a culpa é sempre dos outros, passa longe da nossa porta. Fato é que Renato tem seu nome cravado na história da música brasileira. Não consigo imaginar a canção “Andrea Doria” sem aquelas linhas de baixo. O disco Dois do Legião Urbana é considerado pela crítica como o melhor do grupo e nele Renato Rocha tem participação essencial. Seu nome está lá nas músicas “Daniel na cova dos Leões”, “Quase sem querer”, “Acrilic on canvas”, “Plantas embaixo do aquário”.  Alguns “heróis” morrem de overdose, tal qual Janis, Jim, Jimmy e Amy, outros perambulam pelas ruas qual mendigos-indigentes. Renato Rocha ainda canta, “com esparadrapos podres, a música urbana”.


(CARLOS DIAS - Universidade Federal do Pará)


[1] Texto retirado do encarte do disco Que país é este. Legião Urbana: Que país é este / Abril coleções. São Paulo: Abril, 2011. P.13 (Coleção Legião Urbana; v 3). 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

IV Seminário Rosiano: Guimarães Rosa em perspectiva interdisciplinar

IV Seminário Rosiano: Guimarães Rosa em perspectiva interdisciplinar é organizado pelo Projeto EELLIP, coordenado pelo Prof. Dr. Sílvio Holanda (UFPA), e será realizado na cidade universitária da UFPA, em Belém, nos dias 29 e 30 de junho de 2011. A quarta edição do Seminário Rosianotem por temática principal a interdisciplinaridade como perspectiva de estudo da obra de Guimarães Rosa, cuja crítica demonstra uma excepcional abertura para o diálogo com outras disciplinas, dentro e fora do campo literário. Essa temática se propõe como desafio aos participantes e ouvintes do seminário, um convite à análise das muitas veredas que cercam o sertão rosiano, caminhos que percorrem diferentes áreas do conhecimento como a História, a Filosofia, a Antropologia, a Sociologia, os Estudos Culturais, a Cinematografia, as Artes plásticas, entre outras.
Os seminários em torno da obra de Guimarães Rosa são realizados desde 2008, como parte da agenda de atividades do Projeto EELLIP e com vínculo ao Mestrado em Letras da UFPA, desde então, os encontros, que ocorrem sempre em junho, proporcionaram: a divulgação da pesquisa científica local, o contato com pesquisadores de excelência acadêmica reconhecida, Marlí Fantini (UFMG), Claudia Soares (UFMG), Telma Borges (UNIMONTES) e Maria Célia Leonel (UNESP), e publicações acadêmicas, como o livro, Guimarães Rosa: novas perspectivas (2010), pela editora CRV, de Curitiba, uma coletânea de textos que reuniu nomes como os de Benedito Nunes e Aurora Bernardini.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

RIO CAETÉ

Esse momento é mais do que amazônico, a volta para casa depois de um dia de trabalho.

Para o fim e início de ano, Haroldo de Campos

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Agradecimento

Agradeço os 162 votos que Jorge Panzera obteve na cidade de Bragança. A luta continua.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

MORRE JOSÉ SARAMAGO

MORRE AOS 87 ANOS O ESCRITOR PORTUGUÊS JOSÉ SARAMAGO. O AUTOR DE ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA E O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS FALECEU NESTA SEXTA-FEIRA EM LANZAROTE, ILHAS CANÁRIAS. SARAMAGO É UM DOS GRANDES NOMES DA LITERATURA MUNDIAL SENDO QUE FOI O ÚNICO AUTOR EM LÍNGUA PORTUGUESA A GANHAR O PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA. O UNIVERSO LITERÁRIO LAMENTA A PERDA DO AUTOR.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

I SEBRAPE - SEMINÁRIO BRAGANTINO DE PESQUISA


A FACULDADE DE LETRAS DE BRAGANÇA CONVIDA TODA A COMUNIDADE ACADÊMICA

PARA O I SEBRAPE (SEMINÁRIO BRAGANTINO DE PESQUISA), QUE TEM COMO TEMA:

"LINGUAGEM, EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE".

Local: Campus Universitário de Bragança


OBJETIVOS:

1. Propor diretrizes para pesquisas, destacando prioridades quanto a temas,

objetos e metodologias;

2.Fomentar pesquisas que estejam consorciadas com a extensão, a fim de

oferecer maior e melhor retorno social;

3.Viabilizar a construção de uma prática interdisciplinar na

realização de pesquisas em Letras e Humanidades;

4.Propor a constituição de um núcleo de pesquisa e extensão.



PÚBLICO ALVO:

Docentes e discentes do Campus Universitário de Bragança, Gestores

Públicos do Estado e do Município, Professores do Ensino Básico,

Pesquisadores de diferentes instituições e formação.



PROGRAMAÇÃO



DIA 14/05



16 às 18 horas – Credenciamento

18 às 18:30 horas – Abertura e composição da mesa: Coordenadora do

Campus, Coordenador(a) do evento , Representante da URE e da Semec,

Vereador (Zeca Rocha), representante da Resex (Nelson), Pedro Walfir.



18:30 às 19:30 horas – Conferência de abertura: “A pesquisa no Ensino

Superior: histórico e perspectivas”, com Pedro Walfir Martins e Souza

Filho (Diretoria de Pós-Graduação/PROPESP)



DIA 15/05



08:30 às 10:00 horas – Mesa Redonda I: “Aproximações nos estudos da

linguagem: Estudos Literários e Estudos Linguísticos”, com os

professores:

Dr. José Guilherme Fernandes (coordenação); Ms. Jair Cecim; Dra.

Cristina Caldas



10:00 às 10:30 horas – Intervalo



10:30 às 12:00 horas – Mesa Redonda II: “Linguagem e

Interdisciplinaridade”, com os professores:

Dr. Andrea Ciacchi

Ms. Maria Roseane Pinto (coordenação)

Ms. Maria Gorete Rodrigues Cardoso



12:00 às 14:00 horas – Almoço



14:00 às 16:30 – Grupos de Trabalho

17:00 às 18:00 horas – Conclusão dos GT’s

18:00 às 19:00 horas – Socialização das propostas em plenária

19:00 às 20:00 – Conferência de Encerramento: Memória, oralidade,

danças e rituais em um povoado amazônico (Dra. Benedita Celeste de Moraes

Pinto)

20:00 às 21:00 – Programação cultural e lançamento de livro Filhas

das Matas: práticas e saberes de mulheres quilombolas na Amazônia, de

Benedita Celeste de Moraes Pinto





GRUPOS DE TRABALHO



Temáticas dos grupos de trabalho:



1) Linguagem, Educação e Diversidade;

2) Linguagem e Cultura;

3) Linguagem e interdisciplinaridade;

4) Linguagem e movimentos sociais.



METODOLOGIA:



1º) Sensibilização: apresentação de realidade-problema a partir de

música, estudo de caso, textos diversos e/ou imagem/vídeo.

2º) Problematização: discussão em torno de problemas sugeridos na fase

anterior, atentando-se para as seguintes prioridades no debate

universidade/sociedade: demandas sociais e escolares; formação de

público crítico (leitores e espectadores “comuns” e especializados);

interculturalidade e interdisciplinaridade; e trabalho e sustentabilidade.

3º) Proposição: construção de propostas, mediantes frases/pensamentos

curtos, que atendam às seguintes perguntas: a) o que fazer?; b) com

quem/com o quê fazer?; c)para quem fazer; e d) como fazer?





INSCRIÇÕES:



As inscrições são gratuitas e devem ser solicitadas da seguinte maneira:



As inscrições devem ser solicitadas enviando um e-mail para

falebraufpa@gmail.com , com os seguintes dados:





Nome:

Instituição que é vinculado:

Opção por um dos Grupos de Trabalho:





Serão entregues certificados ao final do evento com carga horária de 14h.



As inscrições serão confirmadas via e-mail e todos os inscritos devem

fazer credenciamento no primeiro dia.



informações em: www.letrasbraganca.blogspot.com

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Prêmio PROEX de Literatura - UFPA


Aos trancos e barrancos das palavras que de mim soam, ainda consegui um 4º lugar no concurso.


http://proex.ufpa.br/arquivos/documentos/CLASSIFICACAO_PREMIO_PROEX.pdf


e a poesia continua depois disso...quebrarei mais ovos.

êta metáfora velha!







Só falta um avião. Às vezes falta levantar vôo também.

DONDE TU RAI?







É um típico vaqueiro brasileiro (Cawboy)

Castanhal-Pará

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Tinha um bêbado no meio do caminho?
















Olha como o Drummond está sério, prestando antenção. Escutará ele um verso ébrio?

sábado, 9 de janeiro de 2010

"MARAVILHA" DE BRAGANÇA







E me veio a idéia de falar de Bragança, das coisas novas que eu aprendi e que vi, a dialética do caranguejo escondida por trás dos outdoors da Nazeazeno Ferreira. Não me apedrejem, não quero uma carga negativa em cima dos pobres caraguejos, eles são apenas uma metáfora prática. Vamos ao que interessa: as sete maravilhas de Bragança. Começemos pelo caçula: “Mirante de São Benedito”, ou o que alguns chamam de “Almirante de São Benedito” ou até mesmo de “poeirante de São Benedito”. O ousado projeto é, de fato, o novo cartão postal da cidade, e traz o imponente santo sobre as águas do rio Caeté. Nada mais justo do que homenagear o santo que abençoa a pérola e que ainda é o dono do festejo mais emocionante que já vi, a marujada. O caso não acaba por aí, aliás, só começa agora. Como sabemos, o Cristo Redentor, no Rio, é a inspiração para a estátua do Bené, ou seja, em cima de um morro, dimensões gigantescas, local para bater foto, lanchar, ver o rio (no caso fluminense, a Bahia da Guanabara), etc, sem esquecer do calçadão de Copacabana na orla do Caeté. A idéia foi mal copiada. Já ouvi de muitas bocas, inclusive da minha, que não se visita o mirante, faz-se um rallye para o mirante. Chegar lá é um tormento, nem tanto pela distância, que a Amazônia fez o seu serviço de paisagem, mas por causa da estrada. A pior de todas é a que tem pedaço de asfalto, na outra a poeira come solta e os sabe e desce arrepiam, maneiro! A obra do mirante não é só o mirante em si, mas todo o em torno que deve sofrer sofisticações, estar preparado para receber os turistas, porque a gente daqui vai mesmo sem reclamar. E chegando, toma subida....tudo bem, tem que subir mesmo. E lá em cima: bela visão da cidade e do rio. Acaba por aí. Não sou artista plástico, mas posso dizer uma coisa: a estátua do santo ta muito mal feita. Coitado, as mãos não condizem com o braço, que não condiz com o corpo....e aquele pão na mão...coitado do menino Jesus. Faltou proporção, o santo merecia mais. Começo a acreditar no que dizem: “da orla o mirante é lindo”. A faixa foi cortada, o mirante ta lá, esperando que os fios de iluminação, as portas, a estrada sejam feitos, e nós continuamos visitando. Até quando....quando chegarem as chuvas.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

CAROÇO DE PUPUNHA


Nada mais abstrato do que pensar. O pensamento racional nos diferencia, em parte, dos outros habitantes do planetinha. O humano existe, e o que não é humano não existe? Se pensamos em algo que sentimos, tocamos ou vemos, isso passa a existir. Então vamos deixar Réné fora disso e concordar com o nosso parceiro Nietzche: "Existo, logo penso". Essa sentença parece-me bem melhor. A humanidade explica suas própria afirmações. Talvez pudéssemos ser mais radicais e ir além do pensar no vaso sanitário e decretar: existo!. Pronto, parada resolvida. Eu, por meu turno, "penso, logo insisto", a lá Camus "Revolto-me, logo existo". Vou exercitar o pensar, comer cabeça de palito de fósforo e jogar o coquinho da pupunha fora...preparar a cachola, que pra ser modelo eu já passei do ponto. Pensai, aguardem. Orai e vigiai, lá em Vigia.

daqui mesmo

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

PARA QUEM NÃO INTERESSAR POSSA...


Já estão disponível na Direção da faculdade de Letras, a mais nova tiragem da revista PLAGIUM, para quem não sabe, trata-se de uma revista que discute obras e autores da literatura. Para quem gosta de literatura é uma boa pedida. Tá no balde, quem quiser é só comprar.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

NOTÌCIAS

O árduo trabalho tem sido algoz da minha preguiça poética e criativa. Não prometo poesias e nem pinturas abstratas, mas posso ativar a frequencia neste pequeno cyberspace que é o blog Literante. A revista tá lá na Faculdade, quem quiser comprar é só chegar. Por outro lado não existe um interesse, pelo menos vaidoso, de manter esse suplemento literário com assuntos tão fundamentados e discussões tão sérias. Não vou jogar a toalha...só se for na cara de alguém. É melhor aguardar a volta da veia ácida e cômica do blog literante. Bragança que aguarde as próximas postagens. Um chute no escroto de todos aqueles que acham que a palavra está morta. Está aqui, mais mutante que o influenza A.

daqui mesmo

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

V JORNADA DE LETRAS DE BRAGANÇA



INFORMAÇÕES: www.vjornadadeletras@hotmail.com.br

sábado, 6 de junho de 2009

TIRAGEM

Sai na segunda-feira (08 de junho) a tiragem da revista literante. Os interessados procurem a direção da Faculdade de Letras. Cada exemplar custa 1 real. Tiragem limitada.





Carlos Dias