quinta-feira, 29 de outubro de 2009

CAROÇO DE PUPUNHA


Nada mais abstrato do que pensar. O pensamento racional nos diferencia, em parte, dos outros habitantes do planetinha. O humano existe, e o que não é humano não existe? Se pensamos em algo que sentimos, tocamos ou vemos, isso passa a existir. Então vamos deixar Réné fora disso e concordar com o nosso parceiro Nietzche: "Existo, logo penso". Essa sentença parece-me bem melhor. A humanidade explica suas própria afirmações. Talvez pudéssemos ser mais radicais e ir além do pensar no vaso sanitário e decretar: existo!. Pronto, parada resolvida. Eu, por meu turno, "penso, logo insisto", a lá Camus "Revolto-me, logo existo". Vou exercitar o pensar, comer cabeça de palito de fósforo e jogar o coquinho da pupunha fora...preparar a cachola, que pra ser modelo eu já passei do ponto. Pensai, aguardem. Orai e vigiai, lá em Vigia.

daqui mesmo

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

PARA QUEM NÃO INTERESSAR POSSA...


Já estão disponível na Direção da faculdade de Letras, a mais nova tiragem da revista PLAGIUM, para quem não sabe, trata-se de uma revista que discute obras e autores da literatura. Para quem gosta de literatura é uma boa pedida. Tá no balde, quem quiser é só comprar.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

NOTÌCIAS

O árduo trabalho tem sido algoz da minha preguiça poética e criativa. Não prometo poesias e nem pinturas abstratas, mas posso ativar a frequencia neste pequeno cyberspace que é o blog Literante. A revista tá lá na Faculdade, quem quiser comprar é só chegar. Por outro lado não existe um interesse, pelo menos vaidoso, de manter esse suplemento literário com assuntos tão fundamentados e discussões tão sérias. Não vou jogar a toalha...só se for na cara de alguém. É melhor aguardar a volta da veia ácida e cômica do blog literante. Bragança que aguarde as próximas postagens. Um chute no escroto de todos aqueles que acham que a palavra está morta. Está aqui, mais mutante que o influenza A.

daqui mesmo

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

V JORNADA DE LETRAS DE BRAGANÇA



INFORMAÇÕES: www.vjornadadeletras@hotmail.com.br

sábado, 6 de junho de 2009

TIRAGEM

Sai na segunda-feira (08 de junho) a tiragem da revista literante. Os interessados procurem a direção da Faculdade de Letras. Cada exemplar custa 1 real. Tiragem limitada.





Carlos Dias

terça-feira, 19 de maio de 2009

CHAMADA FINAL


A demora nas postagens é por causa da chuva. Me dá sempre uma vontade de dormir e então todos sabem o resto. Bem, já falei para muitos, espero que os poucos que lêem esse invisitável blog se liguem na chamada final de publicação. Até o fim desta semana estarei fechando o nº 3 da revista "Literante: suplemento literário", ainda há espaço para a publicação de textos, poemas, artigos, anúncios e outros. Basta que enviem o texto para o e-mail: carlosdias@ufpa.br . Participem. Opa, começou a chover. Tchau.

Daqui mesmo

segunda-feira, 11 de maio de 2009

ENSINAR LITERATURA


Em tempos de crise e de epidemias, recomeço a pensar e repensar, para não perder a prática do bom refletir, sobre o papel de um professor de Literatura. Não sei, por vezes, bem raras mas incomodativas, creio que a disciplina se torna um tanto suspensa, inefável, pairando sobre nossas cabeças como nuvens errantes. E, então, vem a sensação do nada. Grandes autores do mundo inteiro dedicaram suas vidas a escrita de um livro. Camões, dizem, passou quinze anos compondo o seu Os lusíadas. Muitos acabaram por selar a literatura universal com seu nome e criar o tão polêmico Cânone. Meu papel de professor de Literatura é levar ao alunos o conhecimento dessas grandes obras, o processo de produção, os elementos estruturais e semânticos que a sustentam, a estética que lhe faz ser um grande livro. Nada mais desolador do que a pergunta que nos emudece: para quê serve a literatura? Por que eu preciso saber metrifcar? Se o objetivo for formar alunos para depois eles ensinarem as mesmas coisas para os seus alunos, puff! criamos um círculo vicioso e feio, a roda do nada, o processo metalinguístico do ensino. Para quê serve a literatura é inexplicável de uma única vez, para mim essa resposta vem aos poucos pela minha extrema necessidade de querer ver nela a praticidade do meu cérebro, como se fosse uma aula de aplicação de injeção que, depois de algum tempo, já começa dar seus resultados e, além disso, salva e cuida de vidas. O erro é procurar esta , digamos, "pragmaticidade" na literatura. Já começo, aos poucos, a encarar a Literatura como uma Ciência, talvez um ramo da ciência maior que é o estudo da Língua. Não existe apenas deleite, com pensam alguns, no ensino da Literatura, pelo contrário, muitas vezes é necessário se afastar do texto para compreendê-lo, caso contrário ficaremos em sala repetindo nosso sentimentalismo latino, à La Faustão: "esse poema é lindo", "esse autor é maravilhoso", "eu amo Fulano de tal", "esse escritor é melhor do mundo". Ainda existe muita resistência em relação à teoria, prevalece a ciência do achismo sentimental, influência triste de uma espécie de preguiça erudita que, por vezes, toma conta de uma universidade e, no caso, não dá ao ensino de Litertura a seriedade necessária. Procurar praticidade neste ramo é sandice. Ensinar é formar opinião, é por em xeque o Gosto, é conhecer e rediscutir esse fenômeno da língua.


daqui mesmo.



Carlos Dias